quinta-feira, 30 de maio de 2013

CÃO: Basset Hound

Fonte: www.suapesquisa.com


Basset Hound 


CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
- Esta raça de cão caracteriza-se por apresentar patas curtas e grossas.
- O Basset Hound surgiu do cruzamento de duas raças: Beagle e Bloodhound.
- Pesam entre 20 e 30 kg e a estatura média fica entre 34 e 38 cm.
- É um cachorro cujo formato do corpo é comprido, possuindo pele frouxa.
- Possuem pelo liso e curto, as orelhas são compridas e o pescoço grosso.
- A maioria dos cães desta raça possuem duas cores (marrom e branco ou marrom e preto) ou três (marrom, branco e preto).



COMPORTAMENTO E TEMPERAMENTO:
- Possui um faro bem desenvolvido, sendo um excelente cão caçador.
- O Basset Hound é uma raça muito companheira e de comportamento calmo e amigável. São animais sensíveis e dóceis, excelentes para quem tem crianças.
- Por gostarem de atenção, não é recomendado deixar este cão sozinho.
- Por ser uma raça com faro apurado, é comum perseguirem, na rua, pedestres, pássaros e outros animais. Logo, é recomendado ao dono sair com o cão portando coleira.
- É uma raça difícil de ser adestrada.
- Costumam latir quando querem alguma coisa.
- Costumam comer muito. Para gastar a energia acumulada, gostam de brincar e fazer caminhadas.



LINGUAGEM DOS CÃES.

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CÃO OU CACHORRO? - TREINAMENTO.

Segurar objetos com a boca


Fazer seu cachorro “segurar ” um objeto na boca costuma ser o primeiro comando de uma série de muitos. É também um comando útil para um cão de serviço ou de socorro, pois permite que o cachorro o ajude nas atividades diárias. Fora isso, o comando “segure”, é um truque engraçado para ensinar aos cachorros e impressionar seus amigos. Para a maioria dos cães, treinar o comando “segure” requer paciência ao longo de várias sessões, geralmente de uma a quatro semanas.


Escolha o objeto de treinamento correto
 
Seu centro de treinamento ou loja de material de caça, deve fornecer um conjunto de protetores e bonecos feitos especialmente para ensinar seu cachorro a segurar . Porém, você também pode usar suas mãos com luvas de couro ou objetos da casa, como tubo de PVC, rolo de pintura ou uma placa fina. Qualquer que seja o objeto, ele dele ser de peso e tamanho adequado para seu cachorro segurar .


Ensinando ao seu cachorro o comando “segure”
 
Os estágios iniciais do ensino do comando serão difíceis enquanto seu cachorro aprende a aprende a aceitar um objeto Segure delicadamente seu maxilar inferior, abra sua boca e coloque o objeto atrás dos dentes caninos. Diga ao cachorro para segurar com seu comando escolhido. Pressione gentilmente o maxilar do seu cão, evitando que ele cuspa o objeto. Enquanto faz isso, repita calmamente o comando, alternando com elogios. Faça uma pausa a cada 90 segundos, e depois repita o processo. Pare a sessão de treinamento quando sentir que o cão está ficando entediado ou agitado. Com o tempo, seu cão irá aceitar o objeto na boca sem a necessidade de segurar sua mandíbula. Se ele cuspir, ponha de novo em sua boca, repetindo os comandos. Continue essas sessões de treinamento até que ele segure o objeto sozinho por mais de um minuto. Isso leva normalmente um mês de sessões diárias.
 
Recompensa
 
Elogio e recompensa são fatores chave enquanto estiver ensinando seu cachorro. Enquanto ele estiver com o objeto na boca, mesmo que você tenha que segurar a mandíbula, você deve oferecer incentivos positivos. Afagos e feedback verbal transmitem elogios enquanto ele está segurando o objeto. Evite guloseimas durante o treinamento, pois você precisa remover o objeto da boca de seu cão para alimentá-lo. Se deseja agradar com guloseimas, guarde para o final da sessão. Se você sentir que está se irritando com o cachorro durante a sessão, faça uma pausa.


Treinamentos Futuros
 
Assim que seu cachorro entender o comando básico de segurar, ele pode mudar para outros objetos. Por exemplo. Se precisa treiná-lo para pegar objetos levemente para caça, uma escova de cerdas irá ensiná-lo a controlar a pressão da mordida. Se está ensinando a carregar objetos, apresente a ele cada um em uma sessão de treinamento. Seu cão pode não gostar de alguns objetos, o que requer estímulos positivos como nos treinamentos iniciais de segurar.

Gostam muito de exercícios físicos, principalmente nadar.

- Possuem habilidades, quando treinados, para atuarem como guias, assistentes e na prática da caça.
- São facílmentes adestrados e treinados para funções específicas.
- Adaptam-se muito bem a todos os integrantes da família.
- Não são solitários, portanto, necessitam da companhia dos membros da família.
- Possuem muita  energia, logo necessitam de muita atividade física.
cernelha: ponto mais alto do ombro do cachorro, antes do pescoço. A altura dos cães é medida da cernelha até o chão.




CÃO LABRADOR.



Labrador
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS:
- O labrador é um cão cujo peso varia de 35 a 43 quilos.
- A altura do labrador fica entre 55 e 58 cm na cernelha*.
- As cores mais comuns são: amarelo, marrom chocolate e preto.
- Possuem dupla camada de pêlos: uma externa que é dura e comprida e, abaixo desta, uma pelagem fina e macia.
- As orelhas são em formato triangular, de tamanho médio e caídas.

COMPORTAMENTO E TEMPERAMENTO:
- O labrador é muito brincalhão e ativo.
- São fiéis e muito obedientes.
- Gostam muito de exercícios físicos, principalmente nadar.
- Possuem habilidades, quando treinados, para atuarem como guias, assistentes e na prática da caça.
- São facílmentes adestrados e treinados para funções específicas.
- Adaptam-se muito bem a todos os integrantes da família.
- Não são solitários, portanto, necessitam da companhia dos membros da família.
- Possuem muita  energia, logo necessitam de muita atividade física.
cernelha: ponto mais alto do ombro do cachorro, antes do pescoço. A altura dos cães é medida da cernelha até o chão.




PERIQUITO AUSTRALIANO - conhecimentos gerais.

Periquito-australiano

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O periquito-australiano ou periquito-comum ("Melopsittacus undulatus", do latim: Melo,som, psittacus, da família de psitacídeos e undulatus, ondulado, por causa das riscas onduladas presentes em suas costas) é uma espécie de ave psitaciforme pertencente à família Psittacidae. É um animal de estimação muito popular em várias partes do mundo sendo natural da Austrália.
Os periquitos-australianos são aves pequenas, com uma envergadura média de 18 cm. Em cativeiro, têm uma esperança média de vida de 12 anos. As fêmeas da espécie são ligeiramente mais pesadas podendo alcançar entre 24 e 40 gramas, enquanto os machos selvagens, entre 22 e 32 gramas.
Em seu habitat natural apresenta tons esverdeados cintilantes e faixas parecidas com listras, em tons de preto com diversos formatos, começando da cabeça até a cauda, geralmente ocorrendo somente na parte de cima da ave. Da face até um pouco pra cima do bico, é em tons de amarelo podendo ter pequenas manchas em suas bochechas.
O periquito-australiano é uma das duas únicas espécies de aves psitaciformes verdadeiramente domesticadas pelo homem (a outra é o inseparável-de-faces-rosadas). A espécie é alvo de seleção artificial e reprodução em cativeiro desde a década de 1850. Os periquitos-australianos podem aprender a falar. A ave doméstica registrada com o maior vocabulário foi um periquito-australiano chamado Puck.
Os periquitos-australianos foram relatados pela primeira vez por George Shaw e Frederick Nodder, dois importantes naturalistas do século XIX. Mas foi somente no ano 1840, que John Gould, um ornitólogo e naturalista inglês,levou alguns exemplares desta ave a Europa. Rapidamente, a partir do ano 1850, por serem de fácil domesticação e adaptação a gaiolas, passaram a ser comercializados em larga escala, porém, graças a grande procura começaram as exportações de aves selvagens. Mais tarde, em 1894, a prática foi proibida, resolução que dura até os dias de hoje.

 

Alimentação

Os periquitos-australianos alimentam-se quase exclusivamente de sementes de gramíneas, quando em estado natural. São de hábitos diurnos, sendo que de dia buscam comida e alimentam seus filhotes, e de noite descansam, sendo muito importante para eles dormir, já que se não fizeram isso de uma forma correta poderá ocasionar várias problemas de saúde, principalmente quando domesticados. Em cativeiro, a dieta é complementada com verduras,frutas, farinhadas e outros complementos alimentares. 
Verduras que comem: chicória molhada,espinafre; 
Frutas que comem: banana, laranja.
Recomenda-se não dar em hipótese alguma abacate e semente de maçã, pois contém substâncias nocivas para a saúde dos periquitos-australianos.


Mutações


Os periquitos ondulados como também são conhecidos apresentam uma enorme variedade de mutações do "original" verde: Verde Claro, Azul, Factor Escuro, Cinzento, Violeta, Face Amarela tipo I e tipo II, Opalino, Saddleback, Spangle, Spangle Melânico, Canela, Fallow, Lutinos e Albinos, Diluídos, Asas Claras, Asas Cinzentas, Arco Íris, Corpos-Claro, Arlequim Australiano, Rémiges Claras, Arlequim Holandês, Arlequim Dinamarquês, Amarelos e Brancos de Olhos Preto, Slate, Antracite, Face Preta, Periquitos de Poupa, O Mottle, Bicolores, Frisados, Feather Duster e diversas, para não dizer infinitas, combinações entre estas mutações.

Albinismo

É muito raro acontecer um caso de albinismo em periquitos-australianos. É possível diferenciar um periquito albino dos outros através da cor de suas penas, sendo estas totalmente brancas, olhos vermelhos, bico amarelo claro, patas cor de rosa e a cera do macho em vez de ser azul, é púrpura. Apesar de não terem tons variados como os outros, são igualmente atraentes, já que formam um maior contraste com o ambiente.

 

Reprodução

Os periquitos-australianos não apresentam nenhum tipo de dimorfismo sexual a primeira vista, mas é possível diferenciar o sexo através da cor da cera, uma estrutura presente a cima do bico da ave onde se localiza as duas narinas, sendo a cor da cera das fêmeas um tom mais rosado e os dos machos, um tom azulado. Mas só é possivel quando já estão em sua fase adulta, podendo esta regra ser uma exceção no caso da ave ser albina ou lutina, sendo as ceras dos machos púrpura-rosada, dando a impressão que não passaram da fase juvenil. Um fator importante que diferencia um adulto de um filhote é a írs dos olhos, sendo que a do adulto em volta é branca e no meio preta, e do filhote totalmente preta.
Um periquito-australiano está maduro para se reproduzir com 1 ano de vida. O período propício é quando o clima está quente e há uma maior abundância de alimentos, e este período geralmente ocorre de Setembro a Março no Brasil. Em cativeiro pode ocorrer exceções, sendo que os periquitos acasalem e têm filhotes fora da época de reprodução. Após 2 meses aproximadamente do acasalamento a fêmea começa a postura de ovos. Pode ocorrer um intervalo de 3 dias entre um ovo e outro, demorando entre 18 a 19 dias para que os primeiros filhotes nascem. Durante este tempo, a fêmea recebe alimento do macho, sendo normal ela fazer suas necessidades dentro do ninho.

 

Distribuição e Habitat

Na Natureza, o periquito-australiano ocorre nas zonas interiores da Austrália, habitando lugares áridos e de grande pastagem, geralmente em terras de agricultura de grãos, terras de arbustos e outras localizações. Por outro lado, evitam áreas florestadas por preferir locais sazonais e próximos a rios e cisternas.


sexta-feira, 24 de maio de 2013

Pelagem e resenha dos Equinos - 3ª parte

                                            Pelagem e resenha dos Equinos

Aula e texto produzido por Patrícia Stacholski Ribeiro como atividade da monitoria da disciplina de Equideocultura (AZ 046) -

      
 Pelagens justapostas ou conjugadas

Chama-se justapostas ou conjugadas as modalidades de pelagem em que um ou mais tipos de pelagem se justapõem ou se conjugam com o branco, formando malhas ou pintas geralmente de contorno irregular, porém bem distintas.
A cor predominante forma o fundo e a de menor proporção constituem o remendo. Ora há predominância do branco sobre os outros tipos (castanho, alazão, baio, preto, rosilho etc.) e ora há predominância dos outros tipos sobre o branco. Portanto, o branco às vezes é o fundo e outras vezes é o remendo.
As pelagens conjugadas ou justapostas apresentam dois tipos: pampa ou tobiano, formado por malhas, e pintado, formado por pequenas pintas.



Constituído pela conjugação do branco com outros tipos de pelagens, formado malhas extensas, irregulares ou não, mas bem destacadas. Se a cor branca predomina, a palavra “pampa” deve anteceder as outras cores; e vice-versa, se for o contrário.
O tipo tobiano ou pampa pode apresentar tantas variedades quantas forem possíveis se justapor ao branco, desde que formem malhas bem destacadas.



Formado por pequenas pintas escuras (pretas, alazãs ou castanhas), justapostas no fundo, predominantemente branco, dando a impressão de que formam artificialmente pintadas. Não chega a constituir o verdadeiro tipo pampa, caracterizado pela presença de extensas malhas.



                Área branca sólida, geralmente sobre a região dos quartos, mas sem se limitar sobre a mesma. Na manta normalmente encontra-se pintas ou manchas da pelagem básica.



Resenha

Para facilitar a identificação de um animal, levamos em consideração algumas particularidades, que todas as pelagens apresentam.
São classificadas como Particularidades Gerais- aquelas que não apresentam sede fixa e às vezes modificam o aspecto da pelagem e, como Particularidades Especiais-aquelas que apresentam sede fixa.


Particularidades gerais: são devidas a causas diversas, assim como:

Pela direção dos pêlos: alguns pêlos podem apresentar irregularidades quanto à direção natural, formando:

Rodopio( redemoinho): de forma arredonda (remoinho) e com sede geralmente na cabeça, garganta, pescoço, peito e flancos.

Espiga:são rodopios alongados.Quando possui a parte média alongada recebe a denominação de “espiga lancetada”.Quando ela se localiza nas bordas superiores das taboas do pescoço, recebe a denominação de “ espada romana” e quando sua sede é nas costelas ou espáduas é denominada “seta.

Particularidades especiais: são aquelas que apresentam focos fixos nas seguintes partes do corpo: cabeça, pescoço, tronco e membros.

Na cabeça:

a)       Celhado: quando pêlos brancos aparecem nas sobrancelhas.
b)       Vestígio de estrela: quando aparecem pêlos brancos esparsos na fronte.
c)       Estrelinha: quando há uma pequena pinta branca na fronte.
d)       Estrela: formada por uma mancha branca na fronte, podendo ter varias formas: em coração, em losango, em meia lua, em U, escorrida.
e)       Luzeiro: formado por uma malha na fronte, podendo também ser escorrido.
f)        Filete: determinado por um estreito fio de pêlos brancos que escore pela fronte ou chanfro.
g)       Cordão: determinado por uma fina mancha branca (mais largo que o filete), que se estende da fronte ao chanfro, e até as narinas às vezes, podendo ser “interrompido” ou “ desviado”.
h)       Frente aberta: quando o cordão se alarga tomando toda a frente da cabeça e indo até a região das narinas.
i)         Façalvo: determinada por malha branca sobre as faces laterais da cabeça ou somente sobre um dos lados.
j)        Beta: pinta branca que ocorre entre as narinas.
k)       Bebe em branco: quando um dos lábio ou ambos são brancos, devendo isto ser esclarecido na resenha.
l)         Cabeça de mouro: se uma mancha escura toma toda cabeça.
m)     Com embornal: se a mancha abrange apenas a parte inferior da cabeça.As particularidades acima devem ser descritas na resenha.


No pescoço:

a) Crinalvo:quando o animal apresenta a crina branca ou desbotada.Essa particularidade é comumente encontrada na pelagem alazão, variedade amarilho.



No tronco:

a) Listra de burro: listra estreita, mais escura que a pelagem, que se estende ao longo da linha dorsal, indo da cernelha à base da cauda.
b) Faixa crucial: faixa escura que corta transversalmente a cernelha, geralmente de pelagem vermelha, alcançando as espáduas.
c) Pangaré: é o animal que apresenta a parte inferior do ventre, fase interna das coxas e outras partes do corpo, esbranquiçadas.
d) Rabicão: animal que apresenta fios brancos na cauda interpolados com outros mais escuros.

               
Nos membros:

a) Zebruras: estrias que cortam transversalmente os joelhos e jarretes.
b) Bragado:quando o animal apresenta malhas brancas no terço posterior do ventre e nas partes internas das coxas.
c) Cana-preta: se o animal apresenta canelas pretas nas pelagens que não as incluem.
d) Calçado: quando a cor branca aparece nos membros, bem delimitada, nas pelagens que não incluem o branco nestas partes.Conforme a extensão do branco o calçamento recebe as seguintes denominações:

-Cascalvo: quando somente os cascos são brancos.
-Calçado sobre coroa: quando o branco esta situado apenas na circunferência da coroa do casco.
-Baixo calçado: quando o branco vai até o boleto.
-Médio calçado: quando o branco abrange a qualquer parte da canela.
-Alto calçado: quando o branco alcança os joelhos e jarretes.
-Arregaçado: quando o branco ultrapassa estas articulações, alcançando os antebraços e pernas.

Outros termos foram criados cm a finalidade de simplificar as descrições destas particularidades, assim como:

-Argel: quando um só membro é calçado.
-Manalvo: somente os anteriores são calçados.
-Pedalvo: somente os posteriores são calçados.
-Calçado em diagonal: quando o calçamento é no bípede em diagonal, devendo ser esclarecido apenas qual o anterior que forma a diagonal.
-Trialvo:quando três membros são calçados;devendo ser citado na resenha da seguinte forma: “trialvo anterior esquerdo”-estando nisso explícito que o único membro não calçado é o anterior direito.
-Quatralvo: quando todos os membros são calçados.

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Pelagens e Resenha dos Equinos - 2ª parte.

                                                Pelagens e Resenha dos Equinos

Aula e texto produzido por Patrícia Stacholski Ribeiro como atividade da monitoria da disciplina de Equideocultura (AZ 046) -

Pelagens compostas

As pelagens compostas são formadas por pêlos bicolores ou por pêlos de duas ou mais cores deferentes espalhados na superfície do corpo, em disposição e distribuição variadas, ou ainda por pêlos de uma única cor, e tendo, obrigatoriamente, crineira, cola e membros escuros. São divididas em três grupos:

*Grupo A

Pelagens compostas formadas por pêlos bicolores, apresentando um único tipo, que é lobuno, libuno ou lobeiro, formado por pêlos bicolores, isto é, amarelos na base e pretos na extremidade, de modo que dão ao conjunto uma coloração pardo-acinzentada. Um cavalo lobuno, submetido a tosquia, torna-se baio pela coloração amarelada da base dos respectivos pêlos.
Apresenta três variedades:


Lobuno-claro: quando é amarelo-acinzentado;
Lobuno-ordinário: quando é pardo;
            Lobuno-escuro: quando é pardo-carregado.

*Grupo B

Pelagens compostas constituídas por pêlos de duas cores sendo uma única cor no corpo e tendo, obrigatoriamente, crineira,cola e membros escuros.Este grupo é representado pelos tipos castanho, baio e rato.


Formado por pêlos avermelhados no corpo, com intensidade diversa, semelhante a cutícula da castanhas e caracterizada pela coloração negra da crineira, cola e extremidades.Apresenta as seguintes variedades:

Castanho-claro: quando vermelho é pouco intenso, parecendo um pouco amarelado;
Castanho-ordinário: quando dá a idéia da cor da castanha madura;
Castanho-escuro ou zaino: quando se aproxima do preto pezenho, mais difere pelas tonalidades mais claras de algumas regiões como o focinho;
Castanho-pinhão: quando se parece com o matiz particular do pinhão (freqüente em muares);
Castanho-cereja: quando mostra um vermelho de cereja;
Castanho-vermelho ou sanguíneo: quando lembra o sangue do boi.



Formada pela gana de pêlos claros amarelados da cor da palha de trigo até a gama bem escura do bronzeado, tendo obrigatoriamente as seguintes variedades:

Baio-claro ou palha: quando é da cor da palha de trigo;
Baio-ordinário: quando se parece com o brim cáqui, isto é, cor intermediaria entre as variedades claras e escuras;
Baio-escuro: quando a tonalidade amarela é bem carregada;
Baio-encerado: quando o amarelo é sombrio, lembrando a cera bruta;
Baio-dourado ou laranja: quando é dourado como a gema do ovo;
Baio-isabel: quando o amarelo é bem claro, assemelhando-se ao branco encardido, mostrando sempre a lista de mulo, podendo ou  não ter a banda crucial e zebruras.

Tipo rato

Formado por pêlos de uma cor cinza-pardacenta, semelhante à do rato, no corpo e extremidades escuras. O tipo rato se parece com o tipo lobuno, apenas diferindo por não ter os pêlos bicolores. É pelagem comum nos muares. Apresenta três variedades:

Rato-claro: quando é de cor cinza-pardacenta clara;
Rato-ordinário: quando é de cor cinza-pardacenta mais acentuada;
Rato-escuro: quando é de cor cinza-pardacenta bem carregada.

*Grupo C

Pelagens compostas formadas por pêlos de duas ou mais cores, misturados no corpo, crineira, cola e membros. É representado pelos tipos: tordilho, mouro e rosilho.



É formado pela mistura de pêlos brancos constituindo o fundo, com a mescla de pêlos pretos, cinzentos, com menor ou maior intensidade de disseminação destes no corpo, resultando as diversas variedades:

Tordilho-claro: quando há grande predominância de pêlos brancos, com um mínimo de pêlos de outras cores;
Tordilho-ordinário: quando há uma proporção mais ou menos entre pêlos brancos e escuros, dando ao todo um aspecto acinzentado típico;
Tordilho-escuro: quando a predominância dos pêlos escuros sobre os brancos;
Tordilho-negro: quando a forte predominância de pêlos negros, quase o tornando mouro, mais só não é por não ter a cabeça negra;
Tordilho-sujo ou safranado: quando a mistura de pêlos amarelados ou avermelhados, dando ao todo um aspecto cinza-amarelado de sujeira ou açafrão;
Tordilho-azulego ou cardão: quando há reflexos azulados, pode ser claro ou escuro;
Tordilho-salpicado ou pedrez: quando a muito salpicads de pêlos pretos sobre o fundo de pêlos brancos;
Tordilho-vinagre ou Sabino: quando há uma mescla avermelhados sobre pêlos brancos, dando um aspecto de ferrugem;
Tordilho-rodado: quando os pêlos pretos se aglomeram formando manchas pequenas, arredondadas e mais escuras que o todo.

A pelagem tordilha nos eqüinos jovens é sempre mais acentuada. A medida que o animal envelhece, ela fica cada vez mais clara, a ponto de as próprias variedades claras se tornarem totalmente brancas.


Formado pela mistura de pêlos brancos sobre um fundo escuro predominante, fazendo lembrar a cor mais ou menos acentuada da ardósia, caracteriza-se pela cabeça e extremidades negras. Ela apresenta três variedades:

Mouro-claro: quando o todo toma uma cor cinzenta clara;
Mouro-ordinário: quando a cor acinzentada é a intermediaria entre o claro e o escuro;
Mouro-escuro: quando é bem acentuada a cor escura pela menor presença de pêlos brancos na mistura.



Formado pela mistura de pêlos brancos em fundo de pêlos amarelados ou alazões, vermelhos ou castanhos escuro, que dão ao conjunto matizes roseis. Apresenta dois subtipos: rosilho-alazão e rosilho-castanho ou ruão.O primeiro é constituído pelas mistura de pêlos brancos sobre o fundo alazão, com diversas matizes, consoante maior ou menor intensidade da interpolação de pêlos claros, dando as seguintes variedades:

Rosilho-alazão-claro: quando predominam os pêlos brancos sobre o fundo alazão desbotado, dando ao conjunto uma cloração levemente rosada;
Rosilho-alazão-ordinária: quando é fracamente róseo;
Rosilho-alazão-escuro: quando predominam os pêlos alazões ou avermelhados;
Rosilho-alazão-mil-flores: quando os pêlos brancos se distribuem em verdadeiros tufos sobre o fundo alazão, dando a impressão de flores de cor branca;
                Rosilho-alazão-flores-de-pessegueiro: quando os pêlos alazões ou vermelhos se agrupam em pequenos tufos sobre o fundo alazão mais claro, interpolado de pêlos brancos, lembrando a flor de pessegueiro. Portanto ao contrário do anterior;

O rosilho-castanho ou ruão é constituído pela interpolação de pêlos brancos, em fundo avermelhado ou castanho, com crineira, cola e membros escuros. Apresenta quatro variedades:

Rosilho-castanho-claro ou ruão-claro: quando os pêlos brancos, da interpolação, predominam em fundo castanho-claro (prateado);
Rosilho-castanho-ordinário ou ruão-ordinário: quando o branco e os matizes avermelhados do fundo castanho, proporcionalmente, se equilibram;
Rosilho-castanho-escuro ou ruão-escuro: quando a interpolação de pêlos brancos se faz em menor proporção em um fundo de matizes castanhos mais carregados e predominantes;
Rosilho-castanho-vinhoso ou ruão-vinhoso: quando a interpolação de pêlos brancos ocorre em um fundo castanho-avermelhado acentuado, lembrando a coloração do vinho tinto.

O rosilho-branco, ou rosado propriamente dito, é uma pelagem rosilha, muito clara, que não se enquadra nos dois subtipos de rosilhos citados.Por apresentar fundo branco  com interpolação de pêlos avermelhados ou amarelados, mostra despigmentação das aberturas naturais e oferece variedades de acordo com a maior ou a menor intensidade da mescla de pêlos vermelhos ou amarelos.



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