quinta-feira, 2 de abril de 2015

DIABETES EM CÃES



Hipoglicemia em cães

A baixa taxa de açúcar no sangue, tecnicamente chamada de hipoglicemia, pode acontecer se o animal tiver um mau funcionamento do pâncreas. O pâncreas produz insulina, que leva o açúcar (glicose) até as células do corpo para dar energia, quando a um excesso de insulina, o animal tem hipoglicemia. Os animais diabéticos que recebem insulina em excesso sofrerão de hipoglicemia, a insuficiência de insulina pode provocar coma diabético, com uma aparência muito semelhante à hipoglicemia.
 
Doenças do fígado, ou mesmo uma grande quantidade de parasitas intestinais que interfiram na digestão, podem causar hipoglicemia. Os cães jovens das raças toy, como os 
pinschers ou chihuahuas, frequentemente desenvolvem hipoglicemia, mesmo que estejam perfeitamente saudáveis. Para começar eles não têm um grande estoque de gordura, que o organismo precisa para ter energia, e seus fígados imaturos não conseguem produzir o açúcar de que necessitam.

À medida que seu batimento cardíaco e sua respiração ficam lentos, os animais com baixa taxa de açúcar no sangue se tornam fracos, sonolentos, desorientados e cambaleantes. Podem começar a estremecer ou a se sacudir, pender a cabeça, ter convulsões e, no pior dos casos, perder a consciência e entrar em coma. Os animais podem morrer sem um rápido pronto atendimento e, se tiverem diabetes, precisarão de socorro médico.
 
Geralmente, desde que os sintomas sejam reconhecidos a tempo, a baixa taxa de açúcar no sangue é fácil de ser tratada, mas é sempre importante a avaliação do médico veterinário.

Primeiros socorros para cães que apresentem hipoglicemia

 OFEREÇA COMIDA – Quando seu animal começar a ficar desorientado dê a ele alguma coisa para comer. Umas duas colheres de sopa de comida geralmente resolvem.
 
DÊ AÇUCAR PARA SEU ANIMAL – A maneira mais rápida de fazer com que seu animal volta ao normal, enquanto ele ainda consegue engolir é dar a ele uma fonte de açúcar, como Karo ou mel. Use uma colher de chá para animais abaixo de 20 kg. Para animais grande (20 a 35 kg), duas colheres de chá, para um cachorro de raça gigante (mais de 35 kg), duas colheres e meia de chá. Deixe que ele lamba. Se seu animal estiver muito zonzo, dê primeiro um pouco de água pura para ter certeza de que ele consegue engolir. Se ele não conseguir tomar água, você terá que usar uma seringa sem agulha. Primeiro dê a ele água com a seringa, depois tente o mel ou o karo.

Se seu animal tiver perdido a consciência ou não consegue engolir, esfregue a fonte de glicose na parte de dentro dos seus lábios e das gengivas, que ela sera absorvida na corrente sanguínea através das mucosas. Nesses casos, o melhor é o mel. Seu animal devera voltar ao normal em um prazo de 5 a 15 minutos.

Em animais diabéticos não use nenhuma fonte de açúcar, como mel ou karo. Leve ao veterinário ele saberá como reverter.

TRATE O CHOQUE – Animais com hipoglicemia perdem a habilidade em se manter aquecidos, porque não há açúcar suficiente em seu organismo, para ser transformado em energia. Se a baixa taxa de açúcar não for revertida, eles podem entrar em choque muito rapidamente, e o choque pode matar um animal num intervalo de 10 a 20 minutos. Envolva seu animal eu um cobertor com uma bolsa de água quente ou uma compressa quente, para retardar o choque e mantê-lo estável até que seu sistema volte ao normal. Você também pode colocar uma ou duas gotas de karo ou de mel nas gengivas, para ajudá-lo a se manter consciente. Nesses casos é importante que você leve imediatamente ao médico veterinário.
 
FIQUE ATENTO A PARADAS RESPIRATÓRIAS E CARDÍACAS – Um animal que entre em coma por hipoglicemia pode parar de respirar e precisara de respiração artificial. Leve- o para socorro médico.

 
Cuidados para cães que apresentem hipoglicemia
 Os cachorros toy com propensão à hipoglicemia devem ser alimentados 2 a 3 vezes por dia, ou ter comida à disposição o tempo todo. Isso manterá equilibrada sua taxa de açúcar no sangue.

No caso de uma animal diabético, programe refeições e períodos de exercícios, de forma que você possa regular as doses de insulina. Isso é importante para prevenir baixa taxa de açúcar no sangue.

A maioria dos animais diabéticos precisa de um tratamento de reposição de insulina, e é muito importante saber a dosagem especifica. Insulina demais ou insuficiente podem ser perigosas. Seu veterinário fara testes para saber a dose certa e mostrara a você como aplicar as injeções.

Dietas light – Fazer com que animais gordos entrem em uma dieta de emagrecimento pode cortar o risco de hipoglicemia, regulando a diabetes. Isso ajuda porque ás dietas para emagrecer ficam por mais tempo no trato digestivo, e a digestão mais lenta nivela a taxa de açúcar no sangue, prevenindo a hipoglicemia.

Para os 
animais diabéticos, é recomendado alimentos com alto teor de fibra e baixa quantidade de carboidratos, que também são acrescidos de cromo, um mineral que potencializa os efeitos da insulina. Essas dietas terapêuticas só podem ser prescritas pelo médico veterinário.

Os animais não diabéticos, propensos à hipoglicemia, podem obter um bom resultado com rações light.
Lembre-se é importante a avaliação de um médico veterinário.

Cuidados na hora de viajar

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Cuidados na hora de viajar


Famílias que têm cachorros costumam ser mais felizes. Disso todo mundo sabe. No entanto, há uma séria dificuldade quando a família decide viajar ou sair de férias. Deixar o cão ou levá-lo junto? A decisão exige muitos cuidados, além de alguns gastos, mas nada que impeça de levá-los.
 
O número de pessoas que decidem levar seus cães nas férias tem aumentado notavelmente. Alguns hotéis chegam a oferecer serviço de hospedagem para o cão, possibilitando que o dono visite o melhor amigo no próprio local onde está hospedado.
 
Algumas providências devem ser tomadas ao decidir levar o melhor amigo para passar as férias com a família sem sustos. A primeira delas é verificar as condições de saúde do cão antes de cair na estrada. Viajar não é recomendável para animais idosos e enfermos.


Outra decisão importante é sobre o meio de transporte. Viajar de avião, carro ou ônibus com o cachorro demandam cuidados diferentes. A bagagem do cão, no entanto, é a mesma. Alguns itens básicos não podem faltar: guia e coleira, ração em quantidade adequada para o período de estadia, documentos do cachorro, potes para água e comida, utensílios básicos como brinquedos, toalhas e cama, além de medicamentos básicos recomendados pelo veterinário para casos de emergência. Importante não contar com a possibilidade de encontrar a ração do seu cão na cidade de destino. Não arrisque!
 
Antes de embarcar, consulte o seu veterinário para que as vacinas e vermífugos estejam em dia. Viagens para o litoral exigem ainda um cuidado maior, já que o cão deve estar protegido contra doenças como 
dirofilariose.


ficar atento para evitar pulgas e, principalmente, carrapatos. O ideal, segundo veterinários, é aplicar uma dose extra dos medicamentos antipulgas e carrapaticida. Lembre-se que o carrapato pode transmitir doenças graves ao seu animal. Picadas de insetos também podem gerar coceira e irritação, além de berne, principalmente se o cão for alérgico. Informe-se com seu veterinário sobre quais medidas tomar nestes casos.
 
Dê atenção especial à distância dos percursos. Viagens muito longas são estressantes para o animal. Caso o destino seja muito longe, prefira viajar de avião. Já falamos aqui no Tudo sobre Cachorros sobre o que é preciso fazer antes de levar o cão junto no transporte aéreo, mas não custa lembrar: a maioria das empresas aéreas aceitam levar bichos de estimação, inclusive na cabine. No entanto, fique atento às regras que as companhias impõem para realizar o transporte. Informe com antecedência que você levará seu cão durante o voo e passe para a empresa as dimensões e o tipo de caixa de transporte que será utilizado. Verifique a necessidade de sedação, a reserva e o número de animais por voo, que é limitado.
 
Para 
viagens internacionais o processo é mais complicado. O cachorro deve obter um Certificado Zoossanitário Internacional (CZI), que pode ser emitido gratuitamente pelo Ministério da Agricultura. Antes de embarcar, confira as políticas de quarentena do país de destino. Os países com restrições mais severas são a Inglaterra, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul. Nesses locais, o cão pode ficar confinado por meses no aeroporto devido à quarentena.
 
Já nas 
viagens de carro, o animal deve ser transportado sempre na parte traseira. Dependendo da característica de cada cão, ele pode viajar solto ou numa caixa como as utilizadas nos aviões e que costumam ser confortáveis. Mantenha o ambiente dentro do automóvel fresco e fique atento ao calor que o animal está sentindo. O calor pode estressá-lo ainda mais. Evite alimentá-lo antes de iniciar a viagem e leve um suporte com água especialmente para ele.
 
As empresas de ônibus solicitam basicamente a mesma documentação exigida pelas empresas aéreas. Verifique tudo corretamente antes de embarcar, inclusive sobre a necessidade de sedação do animal. Nessa situação, o tamanho do cão pode ser decisivo para a empresa aceitar ou não o transporte. A preferência, claro, é para os animais de pequeno porte.
 
Vale a pena também pesquisar locais na região de destino que são apropriados para realizar passeios com o cachorro. Não deixe de levar em conta o gosto e a energia do seu bicho.
 


Andar de carro com o cachorro

Andar de carro com o cachorro



No carro, o cão sente-se normalmente como em casa. Para o animal, o motor que ronrona é sinônimo de perspectiva de passeio, ou de atividade em companhia do dono.

Quando se escolheu um cão de uma raça grande, terá que se estudar, num prazo mais ou menos longo, a mudança de carro. Levando o cachorro apenas para o veterinário ou em uma longa viagem, o cão deve ter o seu lugar no carroe não se pode enfiá-lo entre malas. Deve poder dormir e mover-se a vontade.

Em qualquer automóvel, o lugar do cão é na traseira. Alguns cães de tamanho pequeno colocam-se voluntariamente na traseira, que reconhecem como sua, o que facilita as coisas quando o espaço está cheio. Mas, cuidado! Neste lugar o sol incide muito forte e uma freada súbita (ou uma batida) podem ser dolorosamente sentidos pelo animal, que será projetado para a frente. Tanto cães grandes quanto os pequenos devem ficar contidos dentro do carro para evitar algumas coisas como:

1. Pular em cima de quem está dirigindo, podendo causar um acidente
2. Fazer algo impróprio no carro, tirando a atenção do motorista
3. Ser projetado pra frente e ser jogado pra fora do carro, podendo levar à sua morte

Alguns donos, em particular aqueles que preparam os cães para campeonatos ou concursos de trabalho, preferem acondicionar, na parte traseira do automóvel, uma caixa fechada que impede o animal de sair dali e cansar-se, ao tentar manter o equilíbrio ante as irregularidades da estrada: curvas, acelerações, freagens… As 
caixas de transporte são sem dúvida a maneira mais segura de levar um cachorro no carro.

Pela lei do Brasil, o cão não pode ir solto dentro do carro. Ele deve estar dentro de uma caixa de transporte ou usando cinto de segurança para cachorro.

Jamais coloque seu cachorro no porta-malas. Mesmo que este esteja sem a tampa, se houver uma batida na traseira do seu carro, seu cão pode sofrer um grave acidente. Pense: você colocaria seu filho de 4 anos no porta-malas do seu carro? É assim que você deve pensar em relação ao cachorro.

 
Cuidado com os golpes de calor

Todos os anos, numerosos cães morrem de um golpe de calor, em consequência, quase sempre, de uma estada prolongada (meia hora é o suficiente) em um carro deixado ao sol e onde não entra ar. A polícia, avisada pelos transeuntes, deve intervir, quebrando um vidro para salvar o animal. É preciso muita atenção principalmente se você tem um 
cão braquicefálico (sem focinho), que tem ainda mais dificuldade para respirar em clima quente. Em dias quentes, quando sair com seu cachorro de carro, ligue o ar condicionado para deixar o carro sempre fresco.

 
Como reconhecer se seu cão está passando mal por causa do calor

Um cão ardente, num estado de semi-consciência, que se baba e cujas mucosas estão mais escuras do que é habitual deve ser socorrido imediatamente. Nestes casos, deve-se levá-lo, o mais rapidamente possível, a um lugar ventilado, respingá-lo abundantemente com água fria; se necessário, por-lhe uma bolsa de gelo na cabeça e levá-lo ao veterinário mais próximo. Não dê gelo para seu cachorro comer se ele estiver com o corpo quente demais. A água gelada demais, se ingerida, pode contrair os músculos do cachorro e ele pode morrer quase que instantaneamente.

 
Como evitar que seu cão passe calor no carro

Este tipo de acidente é muito fácil de evitar. Os problemas de estacionamento existem sim, mas um automóvel onde deve permanecer um animal deve ser deixado sempre num estacionamento que tenha sombra, e o proprietário deve estar ciente de que o sol roda no decorrer do dia e as sombras não são fixas. Também terá que deixar um pouco aberta uma janela. Mas vamos recomendar: procure não deixar seu cão sozinho no carro. Leve-o com você sempre que possível. Muitos cães morrem porque foram deixados no carro, mesmo que por alguns minutos.

 
Retire a guia quando for entrar no carro

Outro acidente, também grave, se bem que menos conhecido, é o risco que o animal corre quando o dono, imprudente ou distraído, não lhe tira a coleira. Ao mover-se, o animal enrola-se em alguma alavanca, por exemplo, e não conseguindo desenrolar-se, cada vez se mexe mais, e pode acabar estrangulado, principalmente se tiver uma coleira do tipo enforcador.

 
Cuidados na estrada - blog


No decorrer de uma longa viagem, o cão, como os seus donos, necessita se reanimar e agradecerá uma parada no caminho a cada duas horas, aproximadamente. Mas, cuidado! Uma parada no acostamento de uma estrada ou de uma rodovia é apenas outro perigo. O animal, aterrorizado pelo ruído e desorientado pela novidade, pode fugir e atravessar a estrada. É necessário ter a precaução de colocar-lhe a coleira antes mesmo de abrir a porta. Sempre que possível, não hesitar em deter-se numa área que permita ao cão brincar sem qualquer perigo.

As viagens em automóvel expõem o animal a desidratação, é necessário proporcionar-lhe água fresca. É igualmente necessário dar-lhe ar, mas não em excesso. Nunca deixe o cachorro com a cabeça pra fora da janela! Você deixaria seu filho viajar com a cabeça pra fora da janela? O risco que seu cachorro corre é o mesmo. Não dê chance pro azar. Além disso, o vento em excesso na cabeça do cachorro pode causar otite, rinite, conjuntivite, queratite…

 
Como levar o cachorro no carro


Há diversas formas de proporcionar mais segurança, conforto e tranquilidade para o seu cachorro em um passeio de carro. Veja abaixo diversas opcões para proteger o seu cão.


A vacinação é a melhor medida contra as principais doenças dos animais

A vacinação é a melhor medida contra as principais doenças dos animais


autor: Redação RuralNews
data: 15/05/2007



A vacinação é uma das mais importantes medidas preventivas contra as diversas doenças que atacam os rebanhos, sejam eles de bovinos, suínos ou qualquer de qualquer outra espécie animal.

Os animais devem ser vacinados contra as doenças, não só pelos prejuízos que estas podem causar aos criadores mas, principalmente, pelo perigo que representam para a saúde da população, pois algumas das doenças que atacam os animais podem ser transmitidas ao homem, por contato com o animal doente ou mesmo através do consumo de seus produtos, ou seja, carne, leite, ovos, etc.

A seguir relacionamos as principais doenças dos bovinos, que devem ser prevenidas através da vacinação:

- pneumo-enterite dos bezerros: nesse caso, os bezerros devem ser vacinados depois de 15 dias de idade. Antes, porém, é aconselhável vacinar a vaca 1 mês antes da cria pois o bezerro já nasce mais resistente à essa doença;

- Peste da manqueira: o nome técnico desta doença é carbúnculo sintomático e ataca os bovinos dos 6 meses aos 2 anos de idade. Todos os bezerros devem ser vacinados antes dos 6 meses;

- Carbúnculo ou carbúnculo verdadeiro: é uma doença que contamina certas regiões ou mesmo pastagens, obrigando o criador a vacinar todos os animais, todos os anos, sob pena de não poder criá-los. A vacina contra essa doença só deve ser usada em lugares em que houve casos de carbúnculo, comprovado ou suspeito;

- Brucelose: é também chamada de aborto epizoótico, porque provoca aborto nas fêmeas. É uma doença muito perigosa pois se transmite rapidamente a todo o rebanho, quando aparece o primeiro animal doente;

- Raiva: é uma doença que não tem cura. Os bois, em geral, ficam raivosos pelos ataques de cachorros ou morcegos doentes. Portanto, todos os bois devem ser vacinados nas zonas em que houve casos de raiva transmitida por morcegos, pois rapidamente pode surgir um surto de raiva, que pode liquidar todo o rebanho;

- Febre aftosa: é uma doença muito conhecida e que causa os maiores prejuízos ao criador devido à queda da produção, inutilização ou mesmo a morte de grande número de reses. Nenhum criador deve deixar de vacinar seu gado contra essa doença.

Para os cavalos, jumentos e muares, devem ser empregadas as vacinas contra o garrotilho, que é uma grave doença para esses animais, mas não é transmitida ao homem. Outra doença contra a qual devem ser vacinados esses animais é o tétano, que aparece, em geral, em casos de ferimentos, cortes, ou após castrações e outras operações, quando não forem tomados os cuidados necessários de higiene.

Para os porcos, a vacinação deve ser feita, principalmente, contra a febre suína e a aftosa.

Quanto às aves, as vacinas a serem aplicadas, normalmente, são as contra a pipoca, conhecida também por bouba e a vacina contra a doença de Newcastle.

Finalizando, chamamos a atenção dos criadores para o fato de existirem vacinas contra um grande número de doenças, além das já citadas, mas que essas vacinas só são usadas de acordo com as necessidades e circunstâncias.

Para que o criador possa agir acertadamente, escolhendo as vacinas adequadas e fazendo um bom programa geral de vacinações, o melhor é chamar um médico veterinário, pois esse profissional poderá orientar e mesmo comandar o combate às doenças, com o qual o criador só terá a lucrar.


A Diferença entre Doma e Iniciação de Potros



Potros:  e Iniciação
Uma coisa é mostrar quem manda;
a outra é procurar compreender e ser compreendido
Existe uma diferença enorme entre r os Potros e Iniciar os Potros. No primeiro caso, o foco principal é mostrar que ali quem manda somos nós. Todo o processo é baseado no conceito de obediência e desobediência. Já na Iniciação, o foco principal está no controle da mente, que se dá por meio da compreensão e da responsabilidade mútua. O cavalo só não nos responde se estiver confuso, não compreender ou ainda não saber como fazer.
Por isso a importância de diferenciar os dois conceitos. Podemos até ter controle do corpo e das patas, mas se não tivermos controle da mente, mais hora menos hora vamos ter problemas. Isto é, não vamos conseguir dirigir aquela energia para onde queremos. Portanto, saber como esse animal opera sua vida e ter consciência da importância e do significado do 
Instinto de Auto Preservação é fundamental. Esse é o caminho que nos leva a compreender as necessidades internas do nosso potro.
Na prática, podemos notar a grande diferença pelas nossas próprias reações. De forma geral, quando alguém não nos obedece, nossa resposta imediata é a punição. Mas, se entendemos que está havendo confusão, falta de compreensão ou ainda falta de ensinamento, a nossa postura é absolutamente oposta. Nesse caso, naturalmente assumimos a postura daquele que quer se fazer entender. É assim na vida, é assim com os cavalos.
Na 
Iniciação, o potro pode ter dúvidas e escolher o que quer fazer. Quando isso ocorre, simplesmente não recompenso nenhum comportamento que não gosto, mas faço o contrário para todos aqueles que considero adequados e que vão me servir como base para o futuro.
Isso é importante porque quanto menos confusão o potro passar a cada nova fase do 
Programa de Treinamento, mais possibilidades de suportar as pressões que virão nas performances futuras, tanto no esporte quanto no trabalho e no lazer. Já no conceito , a falta dessa compreensão, na maioria das vezes, faz com que o ser humano use de coerção, punição e imposição por meio da força. O problema é que o “castigo” sempre chega atrasado, criando confusão mental no cavalo.
Limites, Liderança e Discernimento
Devemos sempre lembrar que cavalos se comunicam por linguagem corporal. Eles lêem e interpretam todos os nossos movimentos, gestos e atitudes. Por isso, a importância da “atenção sobre si”, como falamos na edição anterior. Precisamos aprender a responder: o que será que fiz para que ele me respondesse dessa maneira?
Costumo dizer que cada lado do cavalo é um cavalo. Portanto, estamos sempre trabalhando dois cavalos. Isso acontece por causa das experiências que ele teve de um lado e do outro. Em geral, o ser humano aborda os cavalos pela esquerda. Por isso, na maioria das vezes os potros apresentam menos desconforto desse lado.
O importante é estar ciente de que assim que decidimos mudar de lado precisamos nos ajustar às novas circunstancias. É muito importante perceber as diferenças entre os lados, porque só assim vamos conseguir equilibrá-los. Minha responsabilidade é construir um cavalo corajoso e confiante.
Durante o período de 
Iniciação e Escola Básica (que no meu entender corresponde ao primeiro ano de treinamento), não ensinamos nada especifico. Trabalhamos em cima de generalidades. Boas maneiras e boas experiências são a tônica desse primeiro ano.
Cavalos têm uma consciência muito apurada de tudo que está à sua volta. Acredito que ninguém de bom senso gostaria de tirar deles aquilo que Deus lhes deu de mais importante: a 
Preservação.
Quero ser o número um da sua lista. Desta maneira, eles vão estar muito mais aptos a me escutar quando algum desconforto acontecer. Por isso, uma das primeiras lições é mostrar a ele onde é o seu lugar e onde é o meu. Acredito que essa é a fase na qual os limites são estabelecidos.
Erros
Na maioria das vezes, quando estamos lidando com cavalos confundimos perseverança e consistência com teimosia. Aprender com os nossos erros talvez seja o elemento mais importante de todo o processo. Mas também podemos sair em busca de boas informações e, dessa maneira, evitar uma porção de erros que já foram cometidos por outras pessoas.
Muita gente chama isso de trabalho; eu prefiro chamar de pesquisa e desenvolvimento. É assim que vamos evoluindo e aprendendo cada vez mais com nossas próprias experiências. Até a próxima!
Eduardo Borba
Revista Horse
Agosto 2009 nº 13


OBESIDADE CANINA

Obesidade canina


Os numerosos séculos de domesticação deram ao cão o privilégio de ser o mais cuidado dos animais domesticados pelo homem. Isto significa que pode desfrutar de bons pratos de comida, e também compartilhar os nossos maus hábitos e as manias da civilização. Ou seja, assim como os seres humanos, os cachorros também vem sofrendo com a obesidade. Mas diferente de nós, eles comem o que lhes é servido, o que significa que os responsáveis pela obesidade canina são os próprios humanos.

A imagem de um cachorro gordo como sinônimo de animal cheio de vida pertence ao passado; é necessário conhecer as consequências nocivas derivadas de um estado de excessiva gordura para não deixar que se produza, e menos ainda favorecer a obesidade, muitas vezes reflexo de um carinho mal entendido para com um animal de estimação. Muitos acham que um animal gordo é sinônimo de fofura. Outros enchem-nos de comida porque acham que comida é amor e que eles devem satisfazer todas as vontades do cão ou do gato. Mas esses hábitos não só diminui a qualidade de vida do 
animal, como está encurtando o tempo que ele ficará ao lado do dono, ou seja, sua vida será mais curta por conta de todos os problemas de saúde que a obesidade traz consigo.
 
Aproximadamente um terço dos cães de estimação sofrem deste problema, que afeta mais as fêmeas que os machos e, segundo alguns, certas raças mais do que as outras. Os 
cachorros castrados também tendem a engordar mais que outros, por isso é muito importante que esses animais tenham a alimentação ainda mais vigiada.
 
 

TRABALHANDO COM FÊMEAS DE BOVINOS.


 Vacinação contra brucelose-Faz.Sto.Antônio-Ilhéus-Bahia-BR.